O enterro de sua última quimera

O enterro de sua última quimera: vídeo (10′, cor, som, loop); monitor de tv, colchonetes, pantera em pelúcia, 2024.

O artista filma o bailarino e ator goiano Dom enquanto declama Versos Íntimos, do brasileiro Augusto dos Anjos. Na tentativa de recitar o poema de forma contínua, Dom tropeça em algumas palavras, interrompe o fluxo, hesita, corrige-se e recomeça. A fala é atravessada por lapsos de memória e pequenos desvios que evidenciam o esforço de lembrar. A partir dessa situação, constrói-se uma cena de ensaio que toma como ponto de partida a relação de confiança entre artista e performer. Dom é assistido por uma pelúcia de pantera negra, deitada sobre um colchonete, como se ocupasse o lugar de uma testemunha silenciosa. A presença da pantera encontra ressonância no próprio poema, em que a imagem do animal comparece como figura de intensidade e ameaça.

O enterro de sua última quimera [The burial of his last chimera]: video (10’, color, sound, loop); TV monitor, mats, black panther plush toy, 2024.

The artist films Dom, a dancer and actor from Goiás, as he recites Versos Íntimos, by the Brazilian poet Augusto dos Anjos. In attempting to recite the poem continuously, Dom stumbles over certain words, interrupts the flow, hesitates, corrects himself, and starts again. His speech is traversed by lapses of memory and small deviations that reveal the effort of remembering. From this situation, a rehearsal scene is constructed, grounded in the relationship of trust between artist and performer. Dom is accompanied by a black panther plush toy lying on a mat, as if occupying the place of a silent witness. The presence of the panther resonates with the poem itself, in which the image of the animal appears as a figure of intensity and threat.